COROA FRANCISCANA NO PELOURINHO

Com a oração da coroa das sete alegrias de Nossa Senhora e em procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a fraternidade do Convento São Francisco e moradores do Centro Histórico de Salvador, celebraram o dia da Padroeira e Rainha do Brasil que comemora seu jubileu de 300 anos de aparição nas águas do Rio Paraíba do Sul em São Paulo. 


A procissão luminosa saiu do Convento São Francisco às dezoito horas e percorreu as ruas do Pelourinho meditando as alegrias de Maria Santíssima, acompanhada por poucas pessoas que com contos marianos manifestavam com a fraternidade franciscana a alegria de celebrar o dia da mãe Aparecida e ao mesmo tempo pediam sua maternal proteção. 


Durante o cortejo a imagem de Nossa Senhora e os fiéis foram acolhidos pela banda de percussão do grupo Meninos da Rocinha, que ao som forte dos tambores baianos, musicaram e rezaram a Virgem de Aparecida. 
A procissão e à oração da Coroa Franciscana foi concluída na Igreja de São Francisco e na despedida desse momento de fé e devoção foi servido o tradicional mungunzá baiano, assim afirmando o dito popular; “ na Bahia tudo termina em comida.

SAIBA MAIS SOBRE A COROA DAS SETE ALEGRIAS DE NOSSA SENHORA

A Coroa das Sete Alegrias de Nossa Senhora, chamada também de Coroa Seráfica ou Rosário Franciscano, compõe-se de sete mistérios, com um Pai-nosso, dez Ave-Marias e um Glória ao Pai, em honra das sete alegrias de Nossa Senhora, consubstanciadas nos seguintes principais mistérios:
1. No primeiro mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora ao ouvir do Arcanjo São Gabriel que fora escolhida por Deus para ser Mãe do Salvador. (1 Pai-nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai)
2. No segundo mistério consideramos a alegria da Santíssima Virgem em casa de sua prima Santa Isabel, quando foi pela primeira vez saudada como Mãe de Deus.
3. No terceiro mistério consideramos o inefável gozo de Nossa Senhora no estábulo de Belém, quando seu Filho divino nasceu milagrosamente.

4. No quarto mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora quando os três magos vieram de longe adorar o Menino Jesus e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra
5. No quinto mistério consideramos a alegria de Nossa Senhora quando achou o Divino Menino no Templo entre os doutores.

6. No sexto mistério consideramos a alegria e o júbilo da Santa Mãe de Deus, quando, na manhã de Páscoa, viu seu Filho divino ressuscitado e glorioso.
7. No sétimo mistério consideramos a maior de todas as alegrias de Nossa Senhora, quando morreu santamente e foi levada aos céus, com corpo e alma, acima dos coros angélicos, à direita de seu Filho divino, que a coroou Rainha dos anjos e dos santos.
Do Devocionário Franciscano

Em 1442, no tempo de São Bernardino de Siena, se difundiu a notícia de uma aparição da Virgem a um noviço franciscano. Este, desde pequeno, tinha o costume de oferecer à bem-aventurada Virgem uma coroa de rosas. Quando ingressou entre os Irmãos Menores, sua maior dor foi a de não poder seguir oferecendo à Santíssima Virgem esta oferenda de flores. Sua angústia chegou a tal ponto que decidiu abandonar a Ordem Seráfica. A Virgem apareceu para consolá-lo e lhe indicou outra oferenda diária que lhe seria mais agradável. Sugeriu-lhe recitar a cada dia sete dezenas de Ave Marias intercaladas com a meditação de sete mistérios gozosos que ela viveu em sua existência. Desta maneira teve origem a coroa franciscana, Rosário das sete alegrias.
São Bernardino de Sena foi um dos primeiros a praticar e difundir esta devoção, que para ele era fonte de grandes favores. Um dia enquanto recitava esta coroa apareceu-lhe a Santíssima Virgem e com inefável doçura lhe disse que gostava muito desta devoção e o recompensava com milagres para converter os pecadores: “Te prometo fazer-te partícipe de minha felicidade no paraíso”. A coroa franciscana medita os sete gozos de Maria: a anunciação, a visita a Santa Isabel, o nascimento de Jesus em Belém, a adoração dos Magos, a apresentação de Jesus no templo e a manifestação de sua divindade entre os doutores do templo, a ressurreição de Jesus e sua aparição à Virgem, a vinda do Espírito Santo, a Assunção de Maria em corpo e alma ao céu, e a coroação de Maria como rainha do céu e da terra, medianeira de graças, mãe da Igreja e soberana do Universo.
Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

Fotos: Frei Artur Medeiros

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