PATRIMÔNIO HISTÓRICO

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Convento São Francisco de Salvador-BA

A Província Franciscana de Santo Antônio do Brasil conta com oito Casas Conventuais da era colonial localizadas nas cidades de Olinda, Recife, Ipojuca, Serinhaém (Pernambuco), Penedo (Alagoas), Salvador, São Francisco do Conde e Cairu (Bahia). Estes conventos históricos requerem manutenção contínua em vista de sua preservação, já que são tombados pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Diante das dificuldades das fraternidades na conservação das Casas e da necessidade de cuidar deste patrimônio tanto pelo seu valor histórico-cultural como pelo valor de evangelização, foi criado o Departamento Provincial de Patrimônio Histórico.

Retabulo (detalhe) Santo Antonio  - Capela do Capitulo

Retabulo (detalhe) Santo Antonio – Capela do Capitulo do Convento de Olinda

Este serviço do Governo Provincial tem como missão coordenar ações de proteção e preservação do patrimônio material e imaterial da Província espalhados nos seus conventos históricos e em suas demais casas.amento Provincial de Patrimônio Histórico.

Desta forma, o Departamento Provincial do Patrimônio Histórico visa despertar a consciência das Fraternidades para a riqueza histórica e espiritual deste patrimônio construído a partir de 1585 e que tem no Convento de Olinda sua primeira expressão.

É tarefa ainda do Departamento, coordenar, com a devida autorização do Governo Provincial, iniciativas e parcerias com autarquias federais, estaduais e municipais de preservação do patrimônio histórico, com universidades e outros setores da sociedade interessados na proteção, no conhecimento e no auto-sustento do patrimônio da Província.

A implantação de um Departamento Provincial do Patrimônio Histórico serve à política de proteção e promoção destes bens culturais pertencentes à Província. Conforme diz o Ministro Geral, “…o necessário redimensionamento das Casas faz correr o risco de perder ou de não salvaguardar suficientemente um notável patrimônio cultural… O cuidado por estas instituições atinge o interesse e o futuro de toda a Ordem e não é assunto particular da Entidade” (Carta do Ministro Geral OFM – 13/06/2005).

Daí se vê a real necessidade de uma Coordenação que imprima dinâmica nas intervenções e otimize os recursos, a partir de estudos técnicos e de uma administração compartilhada, colocando imaginação e ousadia no estudo de alternativas para o aproveitamento adequado dos espaços ociosos.

Tudo isso, no entanto, só terá sentido se, a par dos cuidados pela conservação e atualização destas Casas, esteja presente a razão maior que é difundir a maneira de viver e a espiritualidade franciscana, dentro de uma perspectiva de evangelização e de diálogo com a cultura contemporânea.

Frei Roberto Soares de Oliveira, OFM

Membro do DPPH – Departamento Provincial do Patrimônio Histórico