TERRA SANTA

A PRESENÇA FRANCISCANA NA TERRA SANTA

Comissariado da Terra Santa

Os Comissariados da Terra Santa têm como missão a divulgação dos Santos Lugares, promover a devoção, e manter a subsistência dos frades, dos cristãos e dos santuários instalados na terra natal de Jesus.

Os Comissariados promovem também peregrinações, onde milhares de cristãos, pessoas do mundo todo visitam lugares e cidades como Judéia: Jerusalém, Belém, Emaús, Jericó e vários outros, ligados gratamente à presença de Jesus.

Por que o nome Terra Santa?

Não se pode falar sobre esta terra omitindo-se o nome de uma obra literária e a apresentação de um homem: A Bíblia e Jesus Cristo.

Nós cristãos, costumamos chamar a terra de Nosso Senhor de Terra Santa, conservando a memória de que foi nesta terra que Jesus Cristo, o Salvador do mundo, viveu, foi morto e ressuscitou.

Jesus Cristo, o filho de Deus que se fez homem, nasceu mais ou menos no ano 6, na cidade de Belém, na Província ou Estado da Judéia, no país de Israel; passou parte de sua vida em Nazaré, Província da Galiléia; transmitiu sua mensagem de salvação e foi morto em Jerusalém, no ano 32.

A Irmandade da Terra Santa é o órgão oficial instituído pela Igreja para a propagação dos Santos Lugares, palco dos mistérios de nossa redenção.

Desde a época de São Francisco de Assis, esta obra foi confiada pela Igreja à Ordem Franciscana que, para desempenho de sua missão, angaria ofertas através da inscrição de pessoas (vivas ou falecidas) na Irmandade, mediante uma taxa única.

Em retribuição, a Irmandade oferece vantagens espirituais de inestimável valor:

  • Diariamente são rezadas missas nos Santuários da Palestina, pelos irmãos vivos e pelos benfeitores.
  • Os inscritos participam de todas as demais missas celebradas nos Santos Lugares e colaboram com as muitas obras sociais ali incrementadas pela Ordem Franciscana.

Presença franciscana nos Lugares Santos

A história vez por outra foi beneficiada por personagens que tiveram o carisma de, em seu tempo, assoletrar as situações desafiadoras bem além dos fatores condicionantes do tempo presente. Um desses vultos foi certamente Francisco de Assis, fundador das três Ordens chamadas depois de franciscanas.

Em 1217, num Capítulo, reunião oficial dos frades para tratar de suas ocupações, em Assis, Francisco apresentou a idéia que foi aprovada por seus coirmãos: os Frades Menores, como eram chamados, não deviam restringir seu trabalho de evangelização só aos povos cristãos, mas deviam ir a outras terras e testemunhar, por sua vida, o Evangelho que estavam a apregoar.

Francisco mesmo cuidou de dar seu testemunho: de 1219 a 1220 esteve pessoalmente entre os mulçumanos na Síria, na Palestina e no Egito. No seu encontro com o Sultão do Egito, Melek-el-Karmel, sem nenhum fanatismo, mas com profunda convicção, numa linguagem ecumênica, Francisco exortou ao Sultão para que ele servisse a Deus, dentro de seus esquemas, mas também tornasse possível aos frades falar de Jesus Cristo nas terras deu império.

O Sultão concedeu tal favor a Francisco, que, parecendo um homem sem nenhuma importância, veio contornar da melhor forma possível a história até hoje tensa da Terra Santa. Até então falava-se de retomada da Terra Santa das mãos dos infiéis.

Era o tempo das Cruzadas, e em muitos confrontos sangrentos, cristãos foram arregimentados em toda a Europa para a “conquista” dos Santos Lugares. Quantos mortos de ambas as partes, quanto sangue derramado em vão. Francisco, apoiado unicamente na mística evangélica, abandona completamente a idéia de conquistar lugares e passa a conquistar pessoas, para, em determinados lugares, melhor se comunicar com Deus.

Mediante a Bula “Gratias agimus” o Papa Clemente VI confiou a custódia dos Lugares que recordam os Mistérios da Redenção aos filhos de São Francisco, que já se achavam ali desde os tempos de seu Fundador e Pai, no ano de 1217.

Como afirmou João P
Assuma você também esta causa da Ordem Franciscana e de toda a Igreja. Inscreva-se, bem como a seus parentes falecidos, na Irmandade da Terra Santa. Você pode também tornar-se uma Zeladora(or), divulgando a causa e recolhendo novas inscrições e doações.aulo II, “Os Franciscanos não interromperam jamais sua benéfica presença, apesar das inúmeras dificuldades ao longo de todos esses séculos. Empenharam-se generosamente na conservação das antigas memórias, na construção de novos santuários, na animação litúrgica e acolhimento aos peregrinos”.

 

+ Frei Domingos Sávio Meneses Carneiro, OFM