4º DOMINGO DA PÁSCOA, ANO B: Somos ovelhas, mas também pastores

Acompanhe a reflexão do 4º domingo da Páscoa conhecido como Domingo do Bom Pastor, onde Frei Pedro Júnior nos lembra que, "Já não somos servos, escravos ou amigos, mas filhos de Deus, filhos do bom pastor. Ser filho Dele significa também, mesmo que em menor grau, sermos também pastores. "

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21.04.2024 06:37:18 | 3 minutos de leitura

4º DOMINGO DA PÁSCOA, ANO B: Somos ovelhas, mas também pastores

O Quarto Domingo da Páscoa se configura como Domingo do “Bom Pastor”. Aqui se ressalta não só o pastor, mas, o bom pastor, termo esse designado apenas ao pastor por excelência. Porém, Jesus quer contar com outros pastores para que sejam semelhantes a Ele. Nesta tentativa nos presenteou o Papa, os bispos, padres, religiosos e religiosas, líderes de comunidades, coordenadores de grupos e movimentos, para essa missão específica. 

Quando Jesus utiliza o termo pastor para o povo, havia uma compreensão clara do que seria, e isto, o aproximava ainda mais das pessoas. A imagem do pastor é aplicada desde o Antigo Testamento a chefes, ao rei e a Deus. O pastor tem uma dedicação total pelo redil a ele confiado, conhece cada uma em particular e estas o conhece. Afirmar ser pastor é autenticar uma presença exclusiva aos seus. Contudo, nos dias de hoje, falar de pastor parece não ser tão compreensivo, acabamos por cair em uma significação rasa do que seria um pastor. Talvez terminaríamos dizendo que o pastor é aquele que veste-se de palito, gravata e tem a bíblia na mão. Não quero aqui minimizar o serviço dos pastores de outras igrejas, apenas afirmando que podemos cair numa definição rasa de pastor.

Jesus ao se apresentar dessa forma realiza as promessas dos profetas e as esperanças do povo, ou seja, o verdadeiro pastor anunciado é Jesus que dá a vida pelas suas ovelhas e conhece as mesmas, bem como estas O conhece. Conhecer é muito mais do que dizer o nome, mas é ter intimidade, saber quando está triste ou alegre, quando precisa de um “ombro amigo”, desvenda o olhar. Não importa quanto são as ovelhas, o certo é que o pastor conhece com profundidade. 

Pastores têm muitos, mas bons pastores são poucos. O critério básico para discernir quem é pastor e quem é mercenário, é a defesa das ovelhas: “eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente”. Esse domingo, bem como toda essa semana, nós que nos denominamos pastores devemos fazer uma auto avaliação sobre quem somos mesmo: Eu ajunto ou espalho? Sou respeitado ou me aturam? Conheço ou esqueço até os nomes? Neste redil sou pastor, então devo fazer essas perguntas. Quem é pai e mãe de família são pastores, devem se fazer as mesmas perguntas; quem é líder de uma comunidade, grupo ou movimento também são pastores. Neste domingo, precisamos nos questionar e escutar a voz do bom pastor.

Enquanto ovelhas devemos discernir o que vem do bom pastor e do que não vem Dele. Daí, temos a escuta. Para que distingamos a voz de Jesus de outros apelos, de propostas enganadoras, é preciso um permanente diálogo intimo com o Bom Pastor. É Justamente nessa posição que, o livro dos Atos dos Apóstolos coloca o testemunho de Pedro, como vemos na leitura proclamada. Pedro é a voz do Bom Pastor que enfrenta as autoridades locais e chefes do povo por ter matado o Bom Pastor, porém, Ele ressuscitou para sermos salvos.

Portanto, Cristo é o bom pastor. Nós somos as ovelhas. Somos o que João nos recorda na segunda leitura: “filhos de Deus”. Já não somos servos, escravos ou amigos, mas filhos de Deus, filhos do bom pastor. Ser filho Dele significa também, mesmo que em menor grau, sermos também pastores. 

Fonte: Frei Pedro Júnior, OFM
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