5º DOMINGO DA PÁSCOA, ANO B: O amor fraterno será sempre a forma mais bela de dar bons frutos

Acompanhe a reflexão do 5º domingo da Páscoa conhecido como Domingo do Bom Pastor, onde Frei Pedro Júnior nos chama atenção para as nossas relações fraternas, lembrando que o outro é um tu afastado de mim ou uma extensão da minha pessoa e que a partir desta dimensão conseguirei examinar se estou ligado a videira verdadeira e dando bons frutos.

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28.04.2024 06:18:29 | 3 minutos de leitura

5º DOMINGO DA PÁSCOA, ANO B: O amor fraterno será sempre a forma mais bela de dar bons frutos

Na semana passada vivemos a experiência de conhecer o Cristo bom pastor. Hoje e durante toda a semana Jesus nos convidará a sermos parte integrante Dele. Ele é a verdadeira videira e nós somos os ramos. A grande questão é produzir ou não os frutos; é permanecer ou não em Jesus. Não se trata mais de permanecer “com” Jesus, mas “em” Jesus, vivendo e assumindo o mesmo projeto que Ele trouxe do Pai. Nesse projeto todos são chamados a serem ramos, isto é, parte integrante da verdadeira videira.

Alguns ramos escolhidos por Deus nem sempre são bem visto pela comunidade. Tanto os apóstolos como os primeiros cristão estavam com medo de Saulo, pois até então só se conhecia dele seu lado perseguidor. Foi preciso Barnabé, um dos colaboradores para o crescimento da Igreja, apresentar Saulo aos apóstolos e, assim, ganhar a confiança de todos. 

Desse cenário de desconfiança podemos apontar três atitudes que se percebe também em nosso meio. Às vezes julgamos alguém na comunidade apenas pelo seu passado, como se valesse apenas suas faltas e quase nunca sua mudança. Precisamos ver como Jesus, além das falhas, dos limites... Olhar a partir da possibilidade de ser melhor; A segunda atitude é o esforço de Paulo em permanecer com os apóstolos um tempo; se fazer fraternidade com eles e saber mais de Jesus a partir daqueles que convieram com o mestre. O melhor caminho é a fonte e não os atalhos. O cristianismo não é apenas um encontro pessoal com Jesus, mas também é uma experiência de partilha de fé. A terceira atitude é o papel de Barnabé, de fazer a integração de Paulo à comunidade de Jerusalém, que não conhecia o outro lado dele. Precisamos de mais Barnabé que consegue integrar a partir das possibilidades e não dos limites. 

Quando aprendemos a ver o outro como possibilidade de ser melhor e não só a partir de suas falhas, temos uma grande chance de redescobrir o verdadeiro amor. Não um amor apenas de boca como João nos lembra na segunda leitura, mas com ações. O modo mais concreto de permanecer em Cristo é pelo amor fraterno, isso se distingue de qualquer outra proposta seja ela religiosa ou filosófica. Se existe uma forma de amar a partir de uma ação concreta é justamente a aceitação do outro no que ele tem de melhor. Infelizmente insistimos em determinar o outro a partir de suas fraquezas. 

Portanto, temos grande chance de dar bons frutos, até porque estamos ligado a verdadeira videira. Agora, se precisamos de uma prova para termos uma certeza maior se estamos não só ligados, mas dando bons frutos se pergunte como trato as pessoas: Elas são um tu afastado de mim ou uma extensão da minha pessoa; Quem são minhas preferências, os meus mais chegados ou aqueles que mais necessitam, sejam de Deus ou das necessidades básicas. Enfim, o amor fraterno será sempre a forma mais bela de dar bons frutos, até porque, a identidade primeira na qual os seguidores de Jesus foram chamados de cristão, foi justamente sua forma de amar fraternalmente. 

Fonte: Frei Pedro Júnior, OFM
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