5º DOMINGO DA QUARESMA, ANO B: Ninguém te ama como Deus

Acompanhe a reflexão de Frei Pedro Júnior para este quinto domingo da quaresma, onde a partir da liturgia da Palavra o mesmo destaca que a humanidade aos olhos de Deus tem outra identidade, a saber: a possibilidade de recomeçar, fazer um novo fim, vencer seus limites, e assim é justamente como Deus nos vê. Se assim não fosse não teria nos amado tanto ao ponto de nos provar isso da forma mais escandalosa e louca

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17.03.2024 07:09:01 | 3 minutos de leitura

5º DOMINGO DA QUARESMA, ANO B: Ninguém te ama como Deus

As leituras refletidas durante a quaresma nos preparam para aquilo que os judeus chamaram de escândalo e os gregos loucura, ou seja, nos leva a compreender que a cruz será um momento oportuno de conhecer o amor de Deus. Como discípulos e discípulas de Cristo temos que necessariamente seguir o mestre em todos os lugares, inclusive na cruz. 

Jeremias, o profeta da leitura de hoje tem uma tarefa difícil (sua cruz), anunciar ao povo que a infidelidade de Israel proporcionará um mal pra os mesmo: o exílio e ainda a destruição do templo de Jerusalém. Seu ofício durou quarenta anos sendo testemunha de cinco reinados. Seu papel era de manter viva a esperança do povo, mesmo em meio ao caos. Toda essa destruição vemos no livro de lamentações que Jeremias em lágrimas escreve a imensa tristeza e dor emocional pelas escolhas erradas de Israel. 

Contudo, Jeremias na leitura de hoje faz questão de frisar que a nova aliança é bastante diferente daquela aliança firmada com os pais no Egito. Uma nova Aliança significa um recomeço para Israel, ou seja, uma sociedade que respeita a relação com o semelhante e sua individualidade; uma sociedade onde não se oprime e se defende a vida dos estrangeiros, órfãos e viúvas; Então a pergunta é inevitável: mas, o que há de novo? : “colocarei minha lei em seu peito e a escreverei em seu coração” (Jr 31, 33). Deus não será mais uma interpretação ou uma argumentação lógica; Pequenos e grandes o reconhecerão e as vontades tanto de Deus como do ser humano se tornarão semelhantes. Por iniciativa própria Deus precisará esquecer os nossos pecados e olhar a nossa possibilidade de vencer o mal e optar pelo Seu amor. 

Jesus Cristo é a Nova Aliança do Novo Testamento. Ele escolheu uma forma considerada ofensa e loucura para judeus e gregos consequentemente. Talvez por isso, como nos fala o Evangelho de João os gregos querem ver Jesus.  Não se trata de apenas observar, mas de ter um relacionamento e compreender o que Jesus falava. Dizia Ele: “Se o grau de trigo não morre, continua trigo, mas se morre produz muitos frutos”. Essa foi a forma que Jesus acolheu os gregos. Essa também é a forma como hoje Ele nos responde como prova de Amor. Com esse gesto temos a certeza que não só o Cristo foi glorificado, bem como todos nós. A vitória sobre a cruz é a certeza do amor de Deus. Paulo percebe claramente e afirma que esse Evento trouxe à humanidade a Salvação. 

Normalmente escutamos de muitos fiéis uma desvalorização por si próprio, como se o fato de ser humano e pecador fosse nossa identidade e ainda como Deus nos via. A humanidade aos olhos de Deus tem outra identidade, a saber: a possibilidade de recomeçar, fazer um novo fim, vencer seus limites. Isso é justamente como Deus nos vê. Se assim não fosse não teria nos amado tanto ao ponto de nos provar isso da forma mais escandalosa e louca. 

Portanto, nesse domingo que antecede a Semana Maior precisamos nos valorizar enquanto pessoa, mesmo com nossa limitações, pois não valemos um preço baixo e sim, uma vida e essa vida é Cristo Jesus. 

“Ninguém te ama como Deus” 

Fonte: Frei Pedro Júnior, OFM
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