Frei Sérgio destaca Santa Maria Madalena, discípula fiel e primeira testemunha da Ressurreição.

Frei Sérgio destaca a trajetória de fé, amor e fidelidade de Santa Maria Madalena, a primeira testemunha da Ressurreição de Cristo, durante a celebração de sua festa litúrgica.

Reflexão Dominical

22.07.2026 14:24:22 | 3 minutos de leitura

Frei Sérgio destaca Santa Maria Madalena, discípula fiel e primeira testemunha da Ressurreição.

   Durante a celebração da Festa de Santa Maria Madalena, Frei Sérgio apresentou a figura desta grande discípula de Cristo, destacando sua trajetória de fé, amor e fidelidade ao Senhor. Maria Madalena, nascida em Magdala, pequeno povoado nas margens do lago de Tiberíade, é uma das mulheres que seguiram e serviram o Senhor durante a sua vida pública (cf. Mt 20, 55s.). Libertada por Jesus das forças do mal, O seguiu fielmente até aos pés da cruz. No primeiro dia da semana, foi ao túmulo de Jesus, e encontrando-o vazio, permaneceu junto dele, chorando e a perguntando por seu Mestre. Encontrou-O quando O ouviu chamar pelo seu nome: "Maria!". E tornou-se a primeira testemunha da Ressurreição, levando a Boa Notícia aos próprios Apóstolos.

   Na celebração da Festa de Santa Maria Madalena, a Igreja proclama a Primeira Leitura (Ct 3,1-4a), o Responsório – Sl 62(63),2.3-4.5-6.8-9 (R. 2b) e o Evangelho (Jo 20,1-2.11-18), conduzindo os fiéis à contemplação da busca incessante por Deus e da alegria do encontro com Cristo Ressuscitado.

   O livro do Cântico dos Cânticos, cujo trecho nos foi proclamado na primeira leitura, consagra o amor entre o homem e a mulher, que por sua vez é sinal do amor de Deus pelo seu povo. E fala de uma busca pelo amado. Todo aquele que tem sede de Deus e O procura, experimenta longas noites de silêncio, de incompreensível ausência, que lhes purificam os desejos. E, então, reacende-se o desejo de Deus, mais ardente, mais desinteressado, mais vital. É preciso perseverar na ânsia de encontrar a Deus, pedir ajuda e conselho a quem possa ajudar a encontrá-lo, sabendo que Ele é maior do que os nossos desejos e do que aqueles que nos ajudam a procurá-lo. Se não desistirmos de O procurar, Ele aparecerá quando e onde menos O esperarmos.

   Com o salmista, a busca e o desejo de Deus se intensificam, sendo comparado com a terra seca, sem água. Ele, então é buscado no templo, na Divina Liturgia, ou como na saciedade de um grande banquete de festa. E no encontro, o reconhecimento: “Para mim fostes sempre um socorro... com poder vossa mão me sustenta”.

   O Evangelho nos apresenta Santa Maria Madalena que, com o seu ardente amor por Jesus, permanece fiel mesmo depois do Calvário. Procura-o com determinação, e nem o sepulcro vazio a faz desistir. Esta Santa Mulher é símbolo da Igreja/Esposa, e de toda a alma que procura a Cristo, sabendo que não tem o que Lhe oferecer senão lágrimas de amor.

   E em se falando de lágrimas de amor, refugem para nós a imagem de nosso Pai Seráfico São Francisco: amou tanto o Cristo, foi fortemente afetado pelo amor do próprio Deus, e ainda, movendo-se no amor, despertou corações para amar o Amor. O Senhor Ressuscitado e Glorioso deixa-se encontrar por quem assim O procura. Mas só O reconheceremos quando Ele nos chamar pelo nome e nos fizer perceber que nos conhece mais a fundo do que pensamos. “Senhor, tu me olhaste nos olhos e a sorrir pronunciastes meu nome”, costumamos cantar.


Texto: Frei Sérgio Moura, OFM

Fonte: Serviço Provincial de Comunicação - Frei Samuel Santana Reis, OFM
Imagem: Crédito da imagem: Vatican News
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