SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE, Ano B: Só há um jeito de mudarmos as bases, sermos um, sermos trindade

Acompanhe a reflexão de Frei Pedro Júnior para esta Solenidade da Santíssima Trindade, onde nos lembra que este não é um dia para tentar decifrar este mistério, mas para mergulhar a nossa cabeça neste mistério de amor.

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26.05.2024 06:18:37 | 3 minutos de leitura

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE, Ano B: Só há um jeito de mudarmos as bases, sermos um, sermos trindade

No último domingo apagamos o sírio pascal finalizando um tempo e iniciando um outro, Tempo Comum. O fato de assim o denominarmos (comum) não significa menos importante, até porque liturgicamente falando é nosso maior tempo. Para mostrar essa grandeza de Tempo, iniciamos com a solenidade da Santíssima Trindade. Este é um mistério difícil de explicar. Seria possível três igual a um? Se pensarmos matematicamente daria um resultado correto: 1+1+1=3, mas não verdadeiro. Não se trata de um somatório, se assim fosse teríamos três deuses. A trindade é comunhão que atuam com tamanha intimidade que se unificam. O número três funciona como um símbolo para sinalizar que sob o nome Deus há comunhão e não solidão, distinções que não se excluem mas que se incluem, que não se opõem mas se compõem. 

A solenidade de hoje não é para entender e decifrar o que é a Trindade; não é para colocar a Trindade dentro de nossa cabeça, mas mergulhar a nossa cabeça no mistério da Trindade. Esse foi o caminho que Nossa Senhora encontrou para chegar em Jesus. Quando Maria disse seu sim, não precisou de provas, guardava no coração e com o passar do tempo foi entendendo a ação trinitária. Guardar no coração significar colocar-se no mistério e não acima dele. Por isso, Moisés na leitura proclamada convida seu povo a fazer um exame de consciência desde a origem de tudo e percebesse como Deus sempre esteve presente. Somos convidados hoje a fazer o mesmo, perceber as ações de Deus em nossas vidas. Nessas atuações sempre haverá a comunhão, falaremos de Deus, de Jesus e do espírito Santo de forma unívocas. 

Da mesma forma como Moisés pede ao povo uma revisão de vida, isto é, uma volta as origens, Jesus no Evangelho de Mateus propõe aos apóstolos uma volta onde tudo começou, na Galileia. E lá onde tudo começou Jesus pede aquilo que o pai mesmo O pediu: “ide e fazei discípulos...”. Não se trata aqui de fazer com que todos pensem da mesma forma, mas fazei com que todos se respeitem e se amem. Até porque o batismo de todas as pessoas se dará no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Eles são a comunidade do respeito e do amor, traduzido por Santo Agostinho como o Amante (Deus) e o Amado (Jesus Cristo) que gera o amor (Espírito Santo).

Os últimos acontecimentos no Brasil e no mundo nos faz pensar que quando somos comunhão, trindade... somos mais fortes. Descobrimos numa pandemia que mesmo distantes podemos estar juntos; mesmo sem o calor do abraço podemos demonstrar cuidado; mesmo com os templos fechados podemos fazer de nossa casa uma igreja domestica. Ou ainda, sobre as enchentes que inundaram o Estado do Rio Grande do Sul, houve e há muita comunhão e participação. 

Portanto, no dia que celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade, celebramos nossas pequenas vitórias, pois pouco a pouco iremos descobrir que só há um jeito de mudarmos as bases: sermos um, sermos trindade.

Fonte: Frei Pedro Júnior, OFM
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