Prezados Confrades, Irmãs Clarissas e Concepcionistas,
O Senhor vos dê a paz!
Neste ano de 2026, celebramos mais um Centenário Franciscano ao recordar os oitocentos anos da Páscoa do nosso pai e irmão São Francisco.
Na sociedade contemporânea, o tema da morte é muitas vezes evitado, não só porque nos lembra que somos criaturas contingentes e limitadas, mas também porque revela a finitude dos prazeres e títulos que nos fazem sentir senhores do tempo e da vida. Francisco de Assis saúda a morte como irmã e entendeu que ela não é o fim de tudo, mas a porta que nos permite entrar em plena comunhão com o Senhor, o Sumo Bem.
No final dos seus dias, Francisco contempla a vida de Jesus, o Cristo, e descobre a sua presença e ação do Senhor sempre ao seu lado, e ele repete incessantemente no seu Testamento os vibrantes refrões: "O Senhor me deu irmãos... O Senhor me deu tanta fé nas Igrejas... E depois que o Senhor me deu o cuidado dos irmãos, ninguém me ensinava o que devia fazer, mas o mesmo Altissimo me revelou que devia viver segundo a forma do Santo Evangelho" (Testamento 1-14).
Que este tempo celebrativo nos ajude a reconhecer e acolher Deus, a quem devemos restituir todos os bens com louvor e gratidão.
Fraternalmente,
Frei Rogério Lopes da Costa, OFM Ministro Provincial