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21.Set - Bem-aventurada Delfina de Glandèves
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    Bem-aventurada Delfina de Glandèves
    Virgem da Terceira Ordem (1284-1358). Concedeu ofício e Missa em sua honra Inocêncio XII no dia 24 de julho de 1694.

    Delfina de Signe nasceu em 1284 em Puy-Michel, nas colinas do Luberon, França, de nobre família dos Glandèves. Uma encantadora figura de mulher, que passou por todos os lugares do mundo, levando a luz da sua graça, o perfume da virtude, o calor do seu afeto. Não era uma santidade ruidosa, que marcou a história do seu tempo, senão uma santidade delicadamente feminina que se difundiu para alimentar aqueles que estavam ao seu redor.

    Desde a infância, sua presença era luz e conforto para sua família. Aos 12 anos já estava noiva de um jovem não inferior a ela por sua gentileza, nobreza de sangue e beleza da alma. Elzeário, o noivo, era o filho do Senhor da Sabran e Conde de Ariano no reino de Nápoles. Desde o nascimento, sua mãe havia oferecido a Deus em espírito e, mais tarde, um austero tio o havia educado em um mosteiro. O casamento aconteceu quatro anos depois. Foi um casamento “branco”, porque o jovem casal escolheu a castidade, um meio de perfeição espiritual mais alto e árduo. No Castelo de Ansouis, os dois cônjuges nobres viveram não como castelhanos mas como penitentes; não como senhores feudais, mas como ascetas dignos dos tempos heroicos da Igreja primitiva.

    No castelo de Puy-Michel, entraram na Ordem Terceira Franciscana. Sua vida interior foi enriquecida por uma nova dimensão, a da caridade, mediante a qual eles, ricos por sua condição, se fizeram humildes e pobres para socorrer aos pobres. Delfina e seu marido, além das penitências, orações e mortificações, dedicaram-se a todas as obras de misericórdia, destacando-se em todas.

    Quando Elzeário foi enviado para seu ducado de Ariano como embaixador para o Reino de Nápoles, o trabalho de caridade do casal continuou em um ambiente ainda mais difícil. Em meio a tumultos e rebeliões, os dois santos foram embaixadores de concórdia, de caridade, de oração. Eles continuaram suas boas ações multiplicando seus próprios esforços e sacrifícios até conquistar a admiração das pessoas.

    Elzeário morreu pouco depois em Paris. Delfina, porém, sobreviveu longo tempo e honrou a memória de seu marido da melhor forma possível continuando as boas obras e imitando suas virtudes. Ela teve a alegria de ver seu marido colocado pela Igreja entre os santos. Ela, aos 74 anos, pôde colocar sua cabeça calma e feliz para o descanso eterno. Morreu em Calfières no dia 26 de novembro de 1358.

    Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.
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