Frei Elivânio Luiz e Frei João Pedro fazem seus votos perpétuos impulsionados pelo desejo de se revestirem do homem novo

Aconteceu na manhã deste dia 31 de julho, às 10h a Profissão Solene de Frei Elivânio Luiz e Frei João Pedro no Convento Santo Antônio em Lagoa Seca na Paraíba. A Celebração que é rica de significados foi acompanhas pela família franciscana e convidados que chegaram de vários lugares.

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31.07.2022 17:52:15 | 6 minutos de leitura

Frei Elivânio Luiz e Frei João Pedro fazem seus votos perpétuos impulsionados pelo desejo de se revestirem do homem novo

       A Igreja do conhecido Convento de Ipuarana, dedicada a Santo Antônio, já testemunhou muitos momentos importantes que diz respeito a história desta Província Franciscana. Foram tantas decisões importantes, eleições de novos governos, profissões, renovações e ordenações, e na manhã deste dia 31 de julho foi mais uma vez um espaço de um momento especial, com a Profissão solene de Frei João Pedro e Frei Elivânio Luiz. O lugar de tantos "sins", tocou no desejo mais profundo de dois jovens de doarem por inteiro as suas vidas vivendo sem nada de próprio, castidade e obediência segundo a regra proposta por Francisco aprovada pelo Papa Inocêncio III. 



Os termômetros marcavam mais uma manhã fria em Lagoa Seca com 22º, mas dentro da Igreja conventual se podia perceber um clima mais aquecido pela a alegria dos presentes e os corações inflamados de todos que participavam da celebração e testemunhavam o sim perpétuo dos religiosos. A liturgia proposta, seguindo 18º Domingo do Tempo Comum foi um verdadeiro convite para todos, para que seguindo o exemplo dos que professaram definitivamente, pudessem também deixar de lado aquilo que é velho e que impede de aspirar as coisas celestes e assim se tornar rico diante de Deus.



Frei João Amilton: “A nossa vida religiosa não é algo somente para o futuro, com possibilidades de grandezas, mas para o que já vivemos hoje, em nossa missão no dia a dia” 


       Durante a Homilia, Frei João Amilton apresentou as mensagens da liturgia deste domingo. Começando pela primeira Leitura, o Ministro provincial lembrou que Eclesiastes nos faz refletir sobre o acumulo das riquezas afirmando que isso é vaidade das vaidades. Na segunda leitura retirada da Carta de São Paulo aos Colossenses. O frade lembrou que os discípulos e discipulas de Jesus devem buscar as coisas do alto, ou seja, os valores do Reino que Jesus pregou e viveu aqui na terra.



       A partir da mensagem de São Paulo, Frei João Amilton lembrou aos professos e a comunidade presente que “Nós precisamos nos despojar do homem e velhos e nos revestirmos do homem novo. O Homem novo é aquele que faz parte da nova criação trazida por Jesus ressuscitado. A nossa vida religiosa não é algo somente para o futuro, com possibilidades de grandezas, mas para o que já vivemos hoje, em nossa missão no dia a dia.” 



       Sobre o Evangelho, o Provincial falou que as palavras escritas por Lucas nos apresentam através do anúncio de Jesus que a vida não se resume a abundância de bens, pois os apegos exagerados atrapalham a dinâmica de nossa missão no dia a dia. E continuou: “É um chamado de atenção para todos nós, sobre a ganância, a confiança que pomos nas riquezas e os apegos as coisas materiais. Vivemos em uma cultura moralista que estimula a corrida gananciosa, que nos leva a deixar tudo para traz, em especial os pobres. Na lógica do Evangelho, rico é a pessoa generosa que junta tesouros para Deus, pobre é quem se fecha a solidariedade e a fraternidade verdadeira.” concluiu assim a Homilia




Rito da Profissão Solene


      A celebração, em si, compreende inúmeros aspectos marcantes que salientam a grandiosidade do momento vivido. Dentre estes, podemos destacar aquilo que integra o Rito da Profissão: a apresentação dos candidatos e interrogação das suas intenções, confirmação por parte do Ministro Provincial, seguida da Ladainha de Todos os Santos que, com os professandos prostrados no chão, pedia a intercessão dos santos e santas de Deus pelos dois que se preparavam para o momento seguinte: a profissão dos votos. 


       Depois da Profissão de Fé, Frei Elivânio e Frei João Pedro mostraram as interrogações feitas pelo Ministro Provincial o desejo de se colocarem inteiramente ao serviço do Senhor e aquilo que é próprio do carisma franciscano seguindo os passos de Francisco de Assis. Demonstrando de forma convicta este desejo, os frades se prostraram no chão e junto ao canto da Ladainha de todos os Santos, a assembleia os acompanhou pedindo a proteção e a benção daqueles que estão junto de Deus para virem em seu auxilio na vivência deste santo propósito.


 

       Após a prece litânica, Frei Elivânio e Frei João Pedro prometeram com votos públicos observar, por toda a vida, os votos de pobreza, castidade e obediência e abraçar a Regra da Ordem dos Frades menores, através da leitura da fórmula da Profissão escrita pelo próprio punho com as mãos apoiadas nas mãos de Frei João Amilton. Com a voz embargada, mas ao mesmo tempo firme e decidida, os dois frades receberam a promessa de que “se isso observares, receberão a vida eterna”.



       Depois da leitura das fórmulas, o provincial fez uma prece sobre os professos, para que possam ser fiéis e perseverantes na vida segundo o Evangelho inaugurada por São Francisco e Clara de Assis. Em seguida os frades foram abraçados e acolhidos pela fraternidade a qual prometeram se entregar de todo o coração.



Frei Elivânio Luiz: “Só queremos dizer uma coisa, cantar aquilo que cantaremos por toda vida, as Misericórdia do Senhor”



Após o rito da Comunhão, Frei Elivânio iniciou os seus agradecimentos cantando as Misericórdias do Senhor que os chamou desde o ventre Materno para tão singular vocação. O frade em suas palavras apresentou sua gratidão aos formadores que os acompanharam durante todas as etapas, ao Governo Provincial e a tantos religiosos e amigos que se uniram a este dia especial. 



  Frei Sérgio Moura, Vigário Provincial, dirigiu uma palavra aos presentes demonstrando a Alegria da Fraternidade pelo sim e a perseverança de Frei Elivânio e Frei João Pedro. Embalado pelo sentimento de gratidão, o frade também agradeceu as famílias dos religiosos pela entrega de seus filhos e aos irmãos que chegaram para celebrar este momento de festa.


         Percebemos o quão importante são esses momentos vividos em fraternidade. A alegria pelo sim destes dois irmãos aquece os nossos corações, nos faz recordar da atualidade do carisma franciscano que, mesmo após oitocentos anos, atrai jovens para seguir esse ideal e ainda nos une num misto de emoções que transbordava nos rostos de todos os presentes.


A benção ao final da celebração ganhou um significado ainda mais especial, selando tudo o que foi vivido nesta manhã. O abraço de Francisco no Leproso que está presente de forma implícita no trecho escolhido pelos frades como lema para esta profissão, "Como estava em pecado, parecia-me por demais amargo ver os leprosos. E o próprio Senhor me conduziu para o meio deles e fiz misericórdia com eles." se uniu ao novo abraço que aqueles irmãos deram hoje com um sim decidido a Vida Consagrada. 


  • Profissão Solene de Frei João Pedro e Frei Elivânio
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Fonte: Comunicação Provincial | Frei Bruno Henrique, OFM
Fotógrafo: Frei José Hélio, OFM
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