O Capítulo Internacional das Esteiras começa em Assis
Um dia de encontro e oração
Notícias
02.06.2025 19:04:47 | 4 minutos de leitura

No dia 2 de junho, teve início o Capítulo Internacional das Esteiras, em Santa Maria dos Anjos, Assis, com um dia cheio de encontros significativos. O dia começou com a invocação do Espírito Santo, na Basílica de Santa Maria dos Anjos, onde Fr. Massimo Fusarelli, Ministro geral, tomou o fogo do círio pascal da Porciúncula. Este foi levado em procissão, acompanhado por todos os participantes, até a sala de conferências da Domus Pacis. O Ministro provincial da Província Seráfica de São Francisco, Fr. Francisco Piloni, deu as boas-vindas a todos os participantes e, em seguida, procedeu à apresentação de todos os participantes por conferências.
Durante a Missa de abertura, presidida por Fr. Massimo Fusarelli, foi sublinhada a importância desse encontro, que tem suas raízes históricas: “Reunimo-nos aqui em torno da Porciúncula, na pobreza, na alegria do encontro e da escuta recíproca, para reconhecer o que agrada ao Senhor”.

O Ministro geral sublinhou que este Capítulo representa “um momento de discernimento comunitário, onde deixamos o Espírito falar através de todas as vozes que nos chegam de tantas partes do mundo”.
À tarde, foi implementada uma metodologia de apresentações por Conferências, na qual um representante de cada Conferência apresentou, em 20 minutos, a situação geográfica da Conferência e uma síntese das conclusões mais significativas alcançadas.
Homilia para a abertura do Capítulo Internacional das EsteirasSegunda-feira da VII semana do Tempo Pascal - 2 de junho de 2025
Queridos irmãos e irmãs, delegados e convidados, O Senhor vos dê a paz!
Hoje iniciamos este encontro que chamamos de “Capítulo das Esteiras”, inspirando-nos em São Francisco, que se reunia precisamente aqui, em torno da Porciúncula, na pobreza, na alegria do encontro e na escuta recíproca, para reconhecer o que agrada ao Senhor.
O Espírito que renova
A primeira leitura dos Atos nos mostra Paulo encontrando alguns discípulos em Éfeso e descobrindo que eles ainda não haviam recebido o Espírito Santo. É uma cena que nos diz respeito de perto: quantas vezes também nós corremos o risco de viver nossa vocação sem aquele frescor, aquela força renovadora que vem do Espírito?
Paulo não se conforma com o que encontra, vai mais a fundo. Também nós estamos aqui por isso: para não nos conformarmos com o “sempre foi assim”, mas para nos perguntarmos onde o Espírito do Senhor quer nos conduzir hoje.
Coragem nas tribulações
No Evangelho, Jesus é muito realista com seus discípulos: “No mundo tereis tribulações” (Jo 16,33). Ele não esconde as dificuldades, não promete um caminho fácil. Mas imediatamente acrescenta: “Tenham coragem: eu venci o mundo!”
Nós também sabemos bem que nosso tempo é marcado por tribulações: a mentalidade de guerra e rearmamento que retorna, as diversas formas de secularização, a diminuição das vocações, os desafios da modernidade. Mas não estamos aqui para nos compadecermos, mas para encontrar juntos a coragem que vem da fé no Ressuscitado, que está vivo e atuante no meio de nós.
A audácia de Francisco
São Francisco tinha essa mesma coragem. Quando enviou os irmãos “entre os sarracenos”, quando atravessou as fronteiras do medo e do preconceito, quando ousou viver o Evangelho sine glossa, sabia bem que o mundo os teria ridicularizado e rejeitado. Aqui encontrou a verdadeira bem-aventurança.
Hoje fazemos o mesmo: temos a coragem de nos abrir todos juntos às vozes que vêm de fora, através dos sinais dos tempos, através das vozes dos continentes aqui representados, através do olhar de quem vem de fora e pode ver o que nós, ocupados em nossos costumes, às vezes já não conseguimos perceber.
O Espírito que guia o discernimento
Como Paulo em Éfeso, também nós precisamos verificar se o Espírito Santo está realmente animando nossa vida e nossa missão. O Capítulo das Esteiras é precisamente isso: um momento de discernimento comunitário, onde deixamos o Espírito falar através de todas as vozes que nos chegam de tantas partes do mundo onde somos peregrinos e estrangeiros com pessoas de boa vontade.
Francisco sabia que Deus fala também através dos leprosos, através dos pequenos, através daqueles que estão à margem. Hoje sabemos que o Espírito pode nos iluminar também através daqueles que olham para o nosso carisma de fora, com olhos novos e perguntas que nos sacodem da rotina.

A Paz que Vem da Verdade
“Eu vos disse essas coisas para que tenhais paz em mim” (Jo 16,33), diz Jesus. A paz que buscamos não é a tranquilidade de quem não quer ser incomodado, mas a de quem tem a coragem de encarar a realidade e buscar juntos a verdade.De nossos trabalhos esperamos precisamente isso: não respostas fáceis, mas aquela paz profunda que nasce quando aceitamos nos colocar em discussão por amor ao Evangelho e à missão que nos foi confiada.
A renovação que esperamos
Como aqueles discípulos de Éfeso que receberam o Espírito e foram transformados, também nós esperamos que estes dias nos renovem profundamente. Esperamos reencontrar caminhos para animar a paixão pelo carisma, a alegria da fraternidade, a audácia da missão.Esperamos compreender melhor como ser hoje irmãos e menores em um mundo que muda rapidamente, onde a fraternidade é mais necessária do que nunca, mas também mais difícil de viver. Esperamos abrir novos caminhos para a missão, encontrar linguagens que falem ao coração do homem de hoje, em um mundo dilacerado por guerras e divisões.
A bênção do caminho
Irmãos e irmãs, iniciamos este caminho com a confiança de quem sabe que o Espírito do Senhor é o “ministro geral da Ordem”, como desejava Francisco.
Que a Virgem Maria, presente no Cenáculo na espera do Espírito, nos acompanhe nestes dias. Que São Francisco nos obtenha a coragem da verdade e a humildade da escuta.
“Tenham coragem: eu venci o mundo!” Com esta palavra do Senhor, iniciamos nosso Capítulo das Esteiras, certos de que o Espírito guiará nossos passos rumo a um futuro de esperança.
Que o Senhor nos abençoe e nos proteja!

Homilia para a abertura do Capítulo Internacional das Esteiras
Segunda-feira da VII semana do Tempo Pascal - 2 de junho de 2025
Queridos irmãos e irmãs, delegados e convidados,
O Senhor vos dê a paz!
Hoje iniciamos este encontro que chamamos de “Capítulo das Esteiras”, inspirando-nos em São Francisco, que se reunia precisamente aqui, em torno da Porciúncula, na pobreza, na alegria do encontro e na escuta recíproca, para reconhecer o que agrada ao Senhor.
O Espírito que renova
A primeira leitura dos Atos nos mostra Paulo encontrando alguns discípulos em Éfeso e descobrindo que eles ainda não haviam recebido o Espírito Santo. É uma cena que nos diz respeito de perto: quantas vezes também nós corremos o risco de viver nossa vocação sem aquele frescor, aquela força renovadora que vem do Espírito?
Paulo não se conforma com o que encontra, vai mais a fundo. Também nós estamos aqui por isso: para não nos conformarmos com o “sempre foi assim”, mas para nos perguntarmos onde o Espírito do Senhor quer nos conduzir hoje.
Coragem nas tribulações
No Evangelho, Jesus é muito realista com seus discípulos: “No mundo tereis tribulações” (Jo 16,33). Ele não esconde as dificuldades, não promete um caminho fácil. Mas imediatamente acrescenta: “Tenham coragem: eu venci o mundo!”
Nós também sabemos bem que nosso tempo é marcado por tribulações: a mentalidade de guerra e rearmamento que retorna, as diversas formas de secularização, a diminuição das vocações, os desafios da modernidade. Mas não estamos aqui para nos compadecermos, mas para encontrar juntos a coragem que vem da fé no Ressuscitado, que está vivo e atuante no meio de nós.
A audácia de Francisco
São Francisco tinha essa mesma coragem. Quando enviou os irmãos “entre os sarracenos”, quando atravessou as fronteiras do medo e do preconceito, quando ousou viver o Evangelho sine glossa, sabia bem que o mundo os teria ridicularizado e rejeitado. Aqui encontrou a verdadeira bem-aventurança.
Hoje fazemos o mesmo: temos a coragem de nos abrir todos juntos às vozes que vêm de fora, através dos sinais dos tempos, através das vozes dos continentes aqui representados, através do olhar de quem vem de fora e pode ver o que nós, ocupados em nossos costumes, às vezes já não conseguimos perceber.
O Espírito que guia o discernimento
Como Paulo em Éfeso, também nós precisamos verificar se o Espírito Santo está realmente animando nossa vida e nossa missão. O Capítulo das Esteiras é precisamente isso: um momento de discernimento comunitário, onde deixamos o Espírito falar através de todas as vozes que nos chegam de tantas partes do mundo onde somos peregrinos e estrangeiros com pessoas de boa vontade.
Francisco sabia que Deus fala também através dos leprosos, através dos pequenos, através daqueles que estão à margem. Hoje sabemos que o Espírito pode nos iluminar também através daqueles que olham para o nosso carisma de fora, com olhos novos e perguntas que nos sacodem da rotina.

A Paz que Vem da Verdade
“Eu vos disse essas coisas para que tenhais paz em mim” (Jo 16,33), diz Jesus. A paz que buscamos não é a tranquilidade de quem não quer ser incomodado, mas a de quem tem a coragem de encarar a realidade e buscar juntos a verdade.
De nossos trabalhos esperamos precisamente isso: não respostas fáceis, mas aquela paz profunda que nasce quando aceitamos nos colocar em discussão por amor ao Evangelho e à missão que nos foi confiada.
A renovação que esperamos
Como aqueles discípulos de Éfeso que receberam o Espírito e foram transformados, também nós esperamos que estes dias nos renovem profundamente. Esperamos reencontrar caminhos para animar a paixão pelo carisma, a alegria da fraternidade, a audácia da missão.
Esperamos compreender melhor como ser hoje irmãos e menores em um mundo que muda rapidamente, onde a fraternidade é mais necessária do que nunca, mas também mais difícil de viver. Esperamos abrir novos caminhos para a missão, encontrar linguagens que falem ao coração do homem de hoje, em um mundo dilacerado por guerras e divisões.
A bênção do caminho
Irmãos e irmãs, iniciamos este caminho com a confiança de quem sabe que o Espírito do Senhor é o “ministro geral da Ordem”, como desejava Francisco.
Que a Virgem Maria, presente no Cenáculo na espera do Espírito, nos acompanhe nestes dias. Que São Francisco nos obtenha a coragem da verdade e a humildade da escuta.
“Tenham coragem: eu venci o mundo!” Com esta palavra do Senhor, iniciamos nosso Capítulo das Esteiras, certos de que o Espírito guiará nossos passos rumo a um futuro de esperança.
Que o Senhor nos abençoe e nos proteja!
Fonte: ofm.org